Espanhol Alemão Português ---- Português Português Português Português Português Português Português Português Notícia Mais Vendidos Familia y Educación Padres Familia Vida en Pareja Desarrollo Personal Educación Afectivo Sexual Comportamiento Social Por Edades 0 a 6 7 a 12 Adolescentes Espiritualidad Jesucristo Virgen María Oración y Vida Cristiana Liturgia y Devociones Papa Francisco Benedicto XVI Juan Pablo II San Josemaría Teología Sacerdocio Historia de la Iglesia Para Niños Adviento y Navidad Cuaresma, Semana Santa y Pascua Biografías Histórica Testimonios Religiosa y Espiritual Humanidades Historia Ensayo Filosofía Antropología Psicología Arte Ética Manuales Literatura Narrativa Contemporánea Novela Histórica Infantil y Juvenil Primeros lectores A partir de 7 años A partir de 10 años A partir de 12 años Juvenil La Fe para Niños Mundo y Sociedad Hoy Tiempo Libre Familia y Educación Espiritualidad y Teología Infantil y Juvenil Narrativa Pensamiento Revistas Catálogos Autores Suscripciones Colecciones Catequesis parroquial y familiar Con Él Cuadernos Palabra dBolsillo Documentos MC Estudios Palabra Grandes obras Hablar con Dios Hablar con Dios. Cartoné Libros Palabra Libros reportaje Palabra hoy Pelícano Testimonios Varios títulos edu.com Educación y familia Guías para educar Guías pedagógicas Hacer Familia Tiempo libre Astor Jr Astor Nova La Mochila de Astor Libros ilustrados Multimedia Paso a paso Se llamaba La Mochila de Astor. Serie negra La Mochila de Astor. Serie roja La Mochila de Astor. Serie verde Arcaduz Astor Biografías juveniles Narrativa Roman Albatros Argumentos para el siglo XXI Ayer y hoy de la historia Biblioteca Palabra Mundo y cristianismo Revista Hacer Familia Revista Mundo Cristiano Revista Palabra Revistas Palabra Hacer Familia Mundo Cristiano Libros dBolsillo Con Él Hablar con Dios Ediciones Palabra

Palabra

Francisco Fernández-Carvajal Hablar con Dios Meditação diária Meditação principal Calendário Comprar Papel Digital Subscrição Números Soltos Língua (Language) Espanhol Espanhol Alemão Alemão Português Português facebook twitter
Libros
Materias

TEMPO COMUM. TRIGÉSIMA TERCEIRA SEMANA. SEGUNDA-FEIRA

85. O SENHOR NUNCA NEGA A SUA GRAÇA

– Aumentar o fervor da oração nos momentos de escuridão.

– A direção espiritual, caminho normal pelo qual Deus atua na alma.

– Fé e sentido sobrenatural neste meio de crescimento interior.

I. E SUCEDEU – lemos no Evangelho da Missa1que, aproximando-se ele de Jericó, estava sentado à borda da estrada um cego pedindo esmola.

Alguns Padres da Igreja dizem que este cego às portas de Jericó é imagem “de quem desconhece a claridade da luz eterna”2. De vez em quando, a alma pode sofrer momentos de cegueira e escuridão, o caminho claro que um dia vislumbrou pode perder os seus contornos e aquilo que antes era luz e alegria pode transformar-se em trevas e numa certa tristeza que pesa sobre o coração.

Muitas vezes, essa situação é causada pelos pecados pessoais, cujas conseqüências não foram totalmente drenadas, ou pela falta de correspondência à graça: “Talvez o pó que levantamos ao andar – as nossas misérias – forme uma nuvem opaca que não deixa passar a luz”3. Em outras ocasiões, o Senhor permite essa situação difícil para purificar a alma, para amadurecê-la na humildade e na confiança nEle.

Seja qual for a sua origem, se alguma vez nos encontramos nesse estado, que faremos? O cego de Jericó – Bartimeu, filho de Timeu4 – ensina-nos: dirigir-nos ao Senhor, pedir-lhe que se compadeça de nós. Jesus Cristo ouve-nos, ainda que pareça seguir o seu caminho e deixar-nos para trás. Não está longe.

Mas é possível que nos aconteça o mesmo que a Bartimeu: Os que iam à frente repreendiam-no para que se calasse. Queriam barrar-lhe o acesso a Cristo. Não teremos sentido o mesmo em muitas ocasiões? “Quando queremos voltar para Deus, essas mesmas fraquezas nas quais incorremos acodem-nos ao coração, turvam-nos o entendimento, deixam-nos o ânimo confuso e quereriam apagar a voz das nossas orações”5. É o peso da fraqueza ou do pecado que se faz sentir.

Vejamos, contudo, o exemplo do cego: Mas ele gritava cada vez mais alto: Filho de Davi, tem piedade de mim! “Vede-o: aquele a quem a turba repreendia para que se calasse, levanta cada vez mais a voz; assim também nós [...]. Quanto maior for o alvoroço interior, quanto maiores forem as dificuldades que encontremos, com tanto mais força deve sair a oração do nosso coração”6.

Jesus deteve-se quando dava a impressão de que ia prosseguir, e mandou chamar o cego. Bartimeu aproximou-se e Jesus disse-lhe: Que queres que te faça? Que eu veja, Senhor. E Jesus disse-lhe: Vê, a tua fé te salvou. E imediatamente ele recuperou a vista e seguia-o, glorificando a Deus.

Às vezes, pode ser-nos difícil conhecer as causas que nos levaram a essa situação penosa em que tudo parece custar-nos mais, mas não há dúvida de que conhecemos o remédio sempre eficaz: a oração. “Quando se está às escuras, com a alma cega e inquieta, temos de recorrer, como Bartimeu, à Luz. Repete, grita, insiste com mais força: «Domine, ut videam!» – Senhor, que eu veja!... E far-se-á dia para os teus olhos, e poderás alegrar-te com o clarão de luz que Ele te concederá”7.

II. JESUS, SENHOR de todas as coisas, podia curar os doentes – podia realizar qualquer milagre – da maneira que julgasse mais oportuna. Curou alguns com uma só frase, com um simples gesto, à distância... Outros, por etapas, como o cego mencionado por São João8... Hoje, é muito freqüente que dê luz às almas através de outros homens.

Quando os Magos ficaram sem saber o que fazer quando desapareceu a estrela que os tinha guiado de um lugar tão longe, fizeram o que o senso comum lhes ditava: perguntaram a quem deveria saber onde tinha nascido o rei dos judeus. Perguntaram a Herodes. “Mas nós, cristãos, não temos necessidade de perguntar a Herodes ou aos sábios da terra. Cristo deu à sua Igreja a segurança da doutrina, a corrente de graça dos Sacramentos; e cuidou de que houvesse pessoas que nos pudessem orientar, que nos conduzissem, que nos trouxessem constantemente à memória o nosso caminho [...]. Por isso, se porventura o Senhor permite que fiquemos às escuras, mesmo em coisas de pormenor; se sentimos que a nossa fé não é firme, recorramos ao bom pastor [...], àquele que – dando a vida pelos outros – quer ser, na palavra e na conduta, uma alma enamorada: talvez um pecador também, mas que confia sempre no perdão e na misericórdia de Cristo”9.

Ordinariamente, ninguém pode guiar-se a si mesmo sem uma ajuda extraordinária de Deus. A falta de objetividade com que nos vemos a nós mesmos, as paixões... tornam difícil, para não dizer impossível, encontrar esses caminhos, às vezes pequenos, mas seguros, que nos levam pelo rumo certo. Por isso, desde há muito tempo, a Igreja, sempre Mãe, aconselhou aos seus filhos esse grande meio de progresso interior que é a direção espiritual.

Não esperemos graças extraordinárias, nos dias normais e naqueles em que mais precisamos de luz, se não quisermos utilizar os meios que o Senhor pôs ao nosso alcance. Quantas vezes Jesus espera a sinceridade e a docilidade da alma para realizar um milagre! Ele nunca nos nega a sua graça se o procuramos na oração e servindo-nos dos meios através dos quais derrama as suas graças.

Santa Teresa escrevia com a humildade dos santos: “Deveria ser muito contínua a nossa oração por esses que nos dão luz. O que seríamos sem eles, entre tempestades tão grandes como as que agora atravessa a Igreja?”10 E São João da Cruz dizia o mesmo: “Quem quer estar só, sem arrimo e sem guia, será como uma árvore que está solitária e sem dono no campo, que por mais fruta que tenha, os caminhantes apanham-na e não chega a amadurecer.

“A árvore cultivada e rodeada dos bons cuidados do dono dá fruta no tempo esperado.

“A alma sem mestre, ainda que tenha virtude, é como um carvão aceso que está só; mais se irá esfriando do que acendendo”11.

Não deixemos de recorrer ao Senhor servindo-nos desse meio, tanto mais aconselhável quanto maiores forem os obstáculos interiores ou externos que tentem impedir-nos de ir ao encontro de Jesus que passa ao nosso lado. Não deixemos de recorrer a esses meios normais, através dos quais o Senhor realiza milagres tão grandes.

III. A NOSSA INTENÇÃO ao procurarmos orientação na direção espiritual é a de aprender a viver conforme o querer divino. Com o próprio São Paulo, apesar do modo extraordinário com que teve início a sua vocação, Deus quis depois seguir o caminho normal, quer dizer, quis formá-lo e transmitir-lhe a sua vontade através de outras pessoas. Ananias impôs-lhe as mãos e imediatamente caíram-lhe dos olhos umas como escamas, e recuperou a vista12.

Naquele que nos ajuda devemos ver o próprio Cristo, que nos ensina, ilumina, cura e dá alimento à nossa alma para que continue o seu caminho. Sem esse sentido sobrenatural, sem essa fé, a direção espiritual ficaria desvirtuada; converter-se-ia em algo completamente diferente: numa troca de opiniões, talvez. E torna-se uma grande ajuda e confere muita fortaleza quando o que realmente desejamos é averiguar a vontade de Deus a nosso respeito e identificar-nos com ela. Por outro lado, não devemos esquecer que não é um meio para encontrarmos solução para os nossos problemas temporais: ajuda-nos a santificá-los, nunca a organizá-los nem a resolvê-los. Não é essa a sua finalidade.

A consciência de que, através dessa pessoa que conta com uma graça especial de Deus para nos aconselhar, nos aproximamos do próprio Cristo, determinará a confiança, a delicadeza, a simplicidade e a sinceridade com que devemos servir-nos deste meio. Bartimeu aproximou-se de Jesus como quem caminha para a Luz, para a Vida, para a Verdade, para o Caminho. Assim também devemos nós fazer, porque essa pessoa é um instrumento através do qual Deus nos comunica graças semelhantes às que teríamos obtido se nos tivéssemos encontrado com Ele pelos caminhos da Palestina.

Na continuidade da direção espiritual, a alma vai-se forjando; e, pouco a pouco, com derrotas e com vitórias, vai construindo o edifício sobrenatural da santidade.

“Viste como levantaram aquele edifício de grandeza imponente? – Um tijolo, e outro. Milhares. Mas, um a um. – E sacos de cimento, um a um. E blocos de pedra, que são bem pouco ante a mole do conjunto. – E pedaços de ferro. – E operários trabalhando, dia após dia, as mesmas horas...

“Viste como levantaram aquele edifício de grandeza imponente?... – À força de pequenas coisas!”13

Um quadro pinta-se pincelada a pincelada, um livro escreve-se página a página, com amor paciente, e uma corda grossa, capaz de levantar grandes pesos, está tecida por um sem-número de fibras finas. Um pequeno conselho escutado na direção espiritual, e outro, e outro, que depois pomos em prática com humilde docilidade, serão esses pequenos tijolos que erguerão o edifício da nossa santidade.

Se vivermos bem a direção espiritual, sentir-nos-emos como Bartimeu, que passou a seguir Jesus glorificando a Deus, cheio de alegria.

(1) Lc 18, 35-43; (2) cfr. São Gregório Magno, Homilias sobre os Evangelhos, I, 2, 2; (3) Bem-aventurado Josemaría Escrivá, É Cristo que passa, n. 34; (4) Mc 10, 46-52; (5) São Gregório Magno, Homilias sobre os Evangelhos, I, 2, 3; (6) cfr. ibid., I, 2, 4; (7) Bem-aventurado Josemaría Escrivá, Sulco, n. 862; (8) cfr. Jo 9, 1 e segs.; (9) Bem-aventurado Josemaría Escrivá, É Cristo que passa, n. 34; (10) Santa Teresa, Vida, 13, 10; (11) São João da Cruz, Dichos de luz y de amor, Apostolado de la Prensa, Madrid, 1966, págs. 958-964; (12) cfr. At 9, 17-18; (13) Bem-aventurado Josemaría Escrivá, Caminho, n. 823.

* Edições Palavra (detentor dos direitos de autor) nos autorizou a difundir a meditação diária para usuários específicos para seu uso pessoal, e não quero a sua distribuição por fotocópia ou outras formas de distribuição.